sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Nomes de batismo

Por Leandra Felipe

Três furacões estão ativos no oceano Atlântico: Irma, Katia e José, um evento raro. Na semana passada, os Estados Unidos foram impactados pelo Furacão Harvey e o México, e do lado do Pacífico, no México o Lídia. Na temporada de furacões – convencionada por meteorologistas entre junho e novembro – sempre se pergunta, por que nomes de pessoas para o fenômeno. A resposta é mais simples que parece: o padrão facilita divulgação de alertas. 

Além de facilitar os alertas e avisos para administrar o evento junto à população (protocolos de evacuação, informações sobre tempestades, etc), a adoção de um nome para a fenômeno é fundamental para evitar confusões. O site oficial da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional  (NOAA, sigla em inglÊs) dos Estados Unidos  explica que haveria mais erros e a população poderia ficar confusa. As consequências mais sérias, no caso de dois furações simultâneos na mesma época ou região.

Como os nomes são escolhidos?

Atualmente a definição dos nomes é feita pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), na Suíça, parte das Nações Unidas ONU, com 189 países membros. A lista tem 21 nomes selecionados previamente de nomes enviados por entidades oficiais regionais. A lista alterna nomes masculinos e femininos em ordem alfabética. A cada seis anos, uma nova lista é criada. Porém, atualmente. um grupo de membros da organização reavalia e acrescenta novos nomes para substituir os que foram “arquivados”.

Nomes de furacões que causaram grandes tragédias são retirados e não voltam a ser usados, para que não haja confusão. Assim, não haverá outro furacão Katrina, como o da tragédia de Nova Orleans em 2005.

História dos nomes

O livro “Furacões”, de Ivan Tannehill, é citado como referência na história dos nomes dos furacões pelo NOAA. Segundo ele, no século XIX os furacões eram “batizados” em função do dia de santos católicos, por exemplo, furação “Santa Ana”, que arrasou Porto Rico em 28 de julho de 1825, além de San Felipe I, que atingiu a mesma cidade em 13 de setembro de 1876.

O uso de nomes de mulheres é atribuído ao meteorologista australiano, Clement Wragge. Segundo Tannehill, o meteorolgista australiano teria passado a usar, para as tempestades tropicais, os nomes de mulheres das quais ele sentia raiva ou não gostava.

Durante a Segunda Guerra Mundial, integrantes da Marinha e do Exército dos Estados Unidos começaram a mapear furacões e tempestades no Oceano Pacífico e dar-lhes informalmente nomes femininos.

Já em 1953, os Estados Unidos começaram a usar nomes femininos oficialmente em tempestades tropicais no oceano Atlântico. Em 1978, o NOAA adotou uma lista de nomes de ambos os gêneros para os furacões do Pacífico. No ano seguinte, em 1979, os nomes masculinos e femininos foram incluídos em listas para o Atlântico.    

Nomes reserva

Caso ocorram mais de 21 ciclones tropicais durante uma temporada, a OMM recorre à lista de nomes do alfabeto grego: Alfa, Beta, Gama, Delta e assim por diante.    

sábado, 19 de agosto de 2017

Livros sci-fi dos anos 1920 e 60 voltam às lojas com o lado cabeça do gênero


THALES DE MENEZES
DE SÃO PAULO

Há um filão na literatura de ficção científica que não apresenta alienígenas devoradores de tripulações inteiras de humanos, raios laser mortais, naves bizarras ou guerras estelares. Nada de Flash Gordon ou Han Solo. São livros nos quais reações íntimas dos personagens são mais importantes do que seu poder de destruição.

Na falta de adjetivo melhor, há o rótulo ficção científica "humanista". Outra denominação recorrente é "filosófica". São livros às vezes nada aventureiros que discutem o papel do homem no universo.

Por iniciativa da editora Aleph, três dessas obras estão nas livrarias. Para o fã de sci-fi "cabeça", é um momento especial, já que esses livros eram há pouco tempo caçados em sebos e em versões no original, em inglês ou, no máximo, editadas em Portugal.

"Solaris", do polonês Stanislaw Lem (1921-2006), "Um Estranho numa Terra Estranha", do americano Robert A. Heinlein (1907-1988), e "Nós", do russo Ievguêni Zamiátin (1884-1937), trazem enredos bem diferentes, mas em todos as mudanças psicológicas de seus personagens são mais relevantes do que o desenrolar da ação.

"Solaris", lançado em 1961, é o mais conhecido do público que vai além dos fanáticos por sci-fi. Provavelmente por duas adaptações para o cinema.

O "Solaris" de 1972 foi produzido na então União Soviética, dirigido pelo russo Andrei Tarkóvski, e teve aclamação da crítica. A refilmagem de 2012, bem pior, é americana, com Steve Soderbergh na direção e o astro George Clooney encabeçando o elenco.

PLANETA LÍQUIDO

Não é fácil fazer um filme a partir de "Solaris". O livro mostra humanos numa estação espacial próxima ao planeta que dá nome ao livro, que parece totalmente tomado por um oceano. Na verdade, essa superfície líquida é uma entidade única, um ser com poderes capazes de afetar a mente humana.

Enquanto os astronautas pensam estar analisando Solaris, o planeta vivo está analisando os visitantes, que enfrentam alterações em suas memórias. O psicólogo Kris Kelvin começa a rever sua mulher, que se suicidou na Terra. Os planos de percepção são corrompidos, e nada é mais o que parece ser.

Se "Solaris" apresenta questões filosóficas, "O Estranho numa Terra Estranha", também de 1961, é mais uma extensa discussão comportamental.

Uma expedição tripulada pousa em Marte 25 anos depois de uma primeira nave ter fracassado na missão de chegar ao planeta e seus tripulantes terem sido considerados mortos.

Além de marcianos nada ameaçadores, é encontrado ali um humano de 25 anos, filho de um casal de astronautas da missão anterior. Trazido ao planeta dos pais, ele foge dos cientistas e da polícia.

Numa trama intrincada, encontra uma Terra controlada por grupos religiosos. Depois de várias experiências, irá criar sua própria seita, na qual prega o amor livre e as drogas.

LIVRO HIPPIE

Questionando tabus sociais e sexuais, "Um Estranho numa Terra Estranha" foi livro de cabeceira dos hippies, na companhia de livros como "A Erva do Diabo", do peruano Carlos Castañeda, e "O Zen e a Arte de Manutenção de Motocicletas", do americano Robert M. Pirsig.

Já "Nós" foi concluído em 1921. Lançado pela primeira vez três anos depois em Nova York, traduzido para o inglês, é o pai dos romances distópicos. Com ecos das transformações provocadas pela Revolução Russa em 1917, a ação se passa numa Terra que vive em harmonia, habitada por cidadãos obedientes ao regime vigente.

O russo Ievguêni Zamiátin, autor de 'Nós' (1921), que influenciou 'Admirável Mundo Novo', de Huxley
O herói, como todos os personagens, tem um código como nome. D-503 tem sua vida perturbada quando se relaciona com I-330, uma garota com ambições subversivas.

"Nós" é uma influência inegável para "Admirável Mundo Novo" (1932), do autor inglês Aldous Huxley, um best-seller até hoje. Assim, por tabela, o romance de Zamiátin fez a cabeça de gerações.

Para os mais jovens que relutam diante dessa literatura, fica a dica: "Solaris" e "Um Estranho numa Terra Estranha" eram adorados por Gene Roddenberry, o pai de "Star Trek".

*

SOLARIS
AUTOR Stanislaw Lem
TRADUÇÃO Eneida Favre
EDITORA Aleph
QUANTO R$ 59,90 (320 págs.)

UM ESTRANHO NUMA TERRA ESTRANHA
AUTOR Robert A. Heinlein
TRADUÇÃO Edmo Suassuna
EDITORA Aleph
QUANTO R$ 69,90 (576 págs.)

NÓS
AUTOR Ievguêni Zamiátin
TRADUÇÃO Gabriela Soares
EDITORA Aleph
QUANTO R$ 59,90 (344 págs.)

*

OUTRA OBRAS DA SCI-FI CABEÇA

'ADMIRÁVEL MUNDO NOVO' (1932)
Aldous Huxley escreveu este relato de futuro distópico que se tornou um dos dez livros mais vendidos na Inglaterra no século 20. Está em catálogo pela editora Biblioteca Azul (R$ 39,90)

'MEMÓRIAS ENCONTRADAS NUMA BANHEIRA' (1961)
Do autor de 'Solaris', traz o diário de um agente do futuro que passa anos num quartel subterrâneo. Fora de catálogo, a edição da Francisco Alves pode ser encontrada em sebos

'2001: UMA ODISSEIA NO ESPAÇO' (1968)
Muitos pensam que o filme de Stanley Kubrick adaptou o livro de Arthur C. Clarke; mas ele saiu depois que ambos desenvolveram juntos a história para o cinema. Está em catálogo, pela editora Aleph (R$ 56)

'THIS PERFECT DAY' (1970)
Ira Levin, de 'O Bebê de Rosemary', criou um dos romances mais eletrizantes sobre futuro distópico. Há uma boa edição brasileira da Nova Fronteira, 'Este Mundo Perfeito' dos anos 1970, hoje raríssima

domingo, 4 de junho de 2017

Ingestão ou injeção...?



Direto do MSN:

"Depois da guerra, os tempos eram difíceis para todos, incluindo os fabricantes de automóveis, em especial a Mercedes-Benz.Com suas portas de asa de gaivota e motor de seis cilindros com ingestão de combustível, uma novidade para a produção de carros, o 300 SL tornou-se um modelo emblemático em 1954. Mais do que qualquer outro modelo, o 300 SL permitiu que esta marca de luxo estabelecesse uma sólida reputação para o futuro."


A falta de conhecimento implica nesses deslizes.


Confira no link: http://www.msn.com/pt-br/carros/curiosidades/13-carros-que-salvaram-seus-fabricantes-da-falência/ss-BBBywVt?li=AAggXC1&ocid=mailsignout#image=2 


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Parto forçado


Em editorial da Folha:
"A fórceps
Sob protestos e resistência de partidos governistas, reforma da Previdência avança na Câmara."

A fórceps nasce-se, sim.
Mas as marcas ficam.


domingo, 30 de abril de 2017

quarta-feira, 19 de abril de 2017

A vida imita a arte


A vida imita a arte.

Não é bem assim. No Brasil, a muitas décadas, e com ênfase nos últimos anos, a vida sobrepuja a arte.

Nem nos filmes e séries mais conturbadas onde as teorias de conspiração imperam, imaginou-se planos tão extensos, elaborados, às vezes mal executados, e nefastos para um país.

Dinheiro e poder mudando a cara do país, talvez o certo seja desfigurando o país.

Dinheiro em quantidades inimagináveis. No máximo pensaríamos em alguns milhares de reais, mas bilhões? E não é só em reais, vale tudo, dolares, euros, joias, obras de arte, automóveis, bebidas...

Eu fico perdido, e vocês?
A diferença entre 1 mil reais e 1 bilhão de reais? Fácil. Digamos que você consiga viver com 1 mil reais por mês, esqueça infração, com um bilhão você viveria por 1 milhão de meses; algo como 83.333 anos.
Mas quem quer viver tanto e com tão pouco não é mesmo? A vida é curta. Melhor mesmo é elevar para 1 milhão por mês e viver apenas 83 anos.

A corrida para o pote de ouro. Mas o ouro é de origem pública em sua maioria. "A roda da fortuna continua a girar e a ocasião faz o ladrão".

Li ainda no século passado que este milênio seria regido pelo dinheiro e poder, que segundo o autor eram atributos do próprio demônio. Se o sujeito não era um visionário, passou perto. Só podemos dizer "sai capeta". 
E quem não sucumbe a esse sistema insano corrupto e irresponsável, em  pouco tempo está fora por um motivo ou outro.

Dinheiro envolve poder e vice e versa. Os dois andam lado a lado, não necessariamente no mesmo nível, mas estão lá, seduzindo, incitando a cobiça. Dinheiro gera dinheiro, o mesmo acontecendo com o poder. 
Quem poderia imaginar que "representantes do povo" e alguns endinheirados jogariam o país à bancarrota somente para obter mais poder?

Talvez, o pensamento seja "se você está no inferno, abrace o capeta".

Em tempos de frases crichês dentro de textão a que mais representa os dias atuais talvez seja esta:
"O poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente".

A frase hoje, mais que em outros tempos tem um sentido assustador.




terça-feira, 7 de março de 2017

Até quando?


"Somos uma sociedade de linchadores, movida pela vontade de destruição do outro.
Não há mais espaço para adversários, só existem inimigos."

Saiu do texto de Eliane Brum
http://brasil.elpais.com/brasil/2017/03/06/opinion/1488822564_205808.html


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Eita mundo que não acaba...


Com a chuva constante da semana passada pensei que o segundo dilúvio havia começado.

Estava torcendo para que fosse isso, mas já acabou. Voltaram o calor, os pernilongos e mosquitos.

O mundo está acabando, mas está muito lento. Se é para acabar que seja rápido. 

Mesmo porque a maioria vai para o inferno.


domingo, 22 de janeiro de 2017

A vida imita a arte

A imagem pode conter: texto

Página aberta aleatoriamente hoje, de um livro lido no princípio dos anos 80.

O livro: Zona Morta de Stephen King.

Nada é por acaso.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Que pito toca o Gilmar?

Saiu na Folha:

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) afirmou à Folha que o ministro Luiz Fux deveria "fechar o Congresso de uma vez e dar a chave ao procurador Deltan Dallagnol [da Lava Jato]".

O ministro reagiu à decisão de Fux que, por meio de uma liminar, determinou que a Câmara dos Deputados vote novamente o projeto anticorrupção que foi apresentado ao parlamento por meio de uma proposta de iniciativa popular.

A coleta de assinaturas à proposta foi liderada pelo procurador Dallagnol e apoiada pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

"Ele [Fux] decidiu decidir pelo Congresso. Anulou uma votação que teve a participação de 400 parlamentares. E quer criar um novo rito de tramitação [das propostas de iniciativa popular] sendo que todas as outras, como por exemplo a da lei da Fichal Limpa, tramitaram da mesma forma", observa Mendes.

"É mais fácil então ele substituir o Congresso pela equipe da Lava Jato" segue. "Todos sabem que o projeto foi feito pela equipe da Lava Jato e quer atende a interesses de empoderamento dessa equipe. Fux então deveria entregar a chave do parlamento a eles", finaliza o magistrado.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Radicalismo (s) não !


Tenho observado nas redes sociais pessoas querendo a volta dos militares.

Certamente quem viveu aquele período de nossa história, que foi mal retratada nos livros, fica aflito ao ouvir esses pedidos. Ou não tem boa memória. Eu era pequeno naquele período, e para criança tudo é brincadeira. 

Se havia ordem (questionável isso) por outro lado havia pouco progresso.

Lembro que havia pouca liberdade...

Que havia censura...

Que havia esquadrão da morte...

Que haviam atentados e guerrilha.

Radicalismo para qualquer direção é uma temeridade e bom senso é a coisa que mais falta nesses períodos.



Ah...! Na segunda-feira passada, dia 5, na Marginal Tietê por volta das 20:00, vi duas carretas monstros do exército com veículos e aparatos militares... E nem estamos perto do dia 7 de Setembro.



sábado, 3 de dezembro de 2016

# Força Chape



"O resto é silêncio"

                             William Shakespeare



domingo, 27 de novembro de 2016

F1


O campeonato de F1 terminou com Hamilton ganhando a corrida e Rosberg em segundo ganhando o campeonato.

Final emocionante, por conta de Hamilton que usou uma estratégia antiesportiva para com o seu companheiro de equipe e rival neste campeonato.

"O alemão adotou uma estratégia diferente e, com pneus mais novos, passou Ricciardo e Verstappen nas voltas finais e colocou Rosberg em situação complicada, pressionando-o nas voltas finais, uma vez que Lewis Hamilton, deliberadamente e contra as ordens da equipe Mercedes, diminuiu o ritmo para expor o rival pelo título. O alemão, contudo, se manteve à frente de Vettel e garantiu o segundo lugar."   UOL

"Com o bom ritmo, as Mercedes conseguiram abrir o suficiente, fizeram a segunda parada mas, na parte final da prova, Rosberg passou a ter um ritmo mais forte que Hamilton e se aproximou perigosamente."   UOL




O texto da UOL na íntegra no link abaixo:

http://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2016/11/27/gp-de-abu-dhabi.htm

O Ministério da Cultura adverte...



Deixe eu entender.

O Ministério da Cultura, aquele que não era para existir, deixou o governo em saia justa?