sábado, 11 de agosto de 2007

Concorrência feminina... Só pode ser isso.

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E lá estava eu no Trem Azul, com a D. Marcia e um casal de primos seus...

Noite chuvosa e fria, como hoje. Estavamos sentados em uma mesa do bar, perto de uma pequena janela que dava para a avenida.

E tomei um susto quando percebi alguém de pé ao meu lado meio debruçando sobre mim, virei rápido e dei com um par de seios de uma loira bonita. "Eu só queria dar uma olhada no meu carro, para ver se está tudo bem", tá e eu estava sentado ali para esperar o trem passar, havia uma porta de vidro enorme alguns metros atrás de nós, então não era por isso...

"Ah tá, tudo bem..." E a loira se foi. Me recompus e voltei a dar atenção para o pessoal que estava comigo. A D. Marcia com um olhar de "em casa a gente se acerta" perguntou "gostou?", eu só pude responder "que saúde, não?". E os primos cairam no riso.

Vai entender essas mulheres...
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sexta-feira, 10 de agosto de 2007

O rei da cocada...

RIO - A apimentada Angelina Jolie revelou que desistiu do lesbianismo, traquinagens e perversões sexuais depois de se apaixonar por Brad Pitt.
A atriz de 32 anos admitiu ter dormido com mulheres no passado, e usando facas durante o sexo! As informações são da revista francesa "Public".

- Nunca escondi minha bissexualidade. Mas desde que estou com o Brad, não há mais espaço para sadomasoquismo na minha vida - disse Jolie.
A musa tatuada de "Tomb Raider" manteve durante 10 anos uma relação com a modelo Jenny Shimizu. Mas Angelina faz questão de ressaltar o quão feliz ela está ao lado do bonitão Brad Pitt, de 43 anos, "mas que para tê-la, ele precisou ser mais sexy".

Ela disse à revista francesa que Brad confia nela piamente, e acrescenta:
- Ele deixa eu falar com quem eu quero. Brad tem uma fé cega em mim.

As declarações de Angelina vão contra os boatos de que o casal - que tem uma filha, Shiloh, e três crianças adotivas - estão perto de terminar o casamento.
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E a curiosidade feminina aumenta em relação ao Brad. O cara ganhou propaganda gratuita...
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Amor a primeira vista

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Estava dando uma olhada no blog da Lilica e um post chamou minha atenção, Não existe fila para o amor , trata sobre adoção de crianças.
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Lembrei-me de um sujeito que trabalhou com meu pai. Deixaram uma criança em sua porta, coisa de 30 anos atrás, se hoje é difícil adotar uma criança, imaginem naquela época.
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Eles não tiveram dúvidas, registraram a criança imediatamente como sendo legítima e, quando o cartório pediu o documento da maternidade: "nasceu em casa sob as vistas de uma parteira".
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Amor a primeira vista mesmo.
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Olha o tamanho do bagulho...

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Carreta com 8 toneladas de maconha
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Up to date

Recebi da Lucila:
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Cometário de Max Gheringer na Rádio CBN"Existem muitos gurus que sabem dar respostas criativas às grandes questões sobre o mercado de trabalho. Aqui vai um pequeno resumo da entrevista com o famoso Reynold Remhn:
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Pergunto: Ainda é possível ser feliz num mundo tão competitivo?
Resposta: Quanto mais conhecimento conseguimos acumular, mais entendemos que ainda falta muito para aprendermos. É por isso que sofremos.Trabalhar em excesso é como perseguir o vento. A felicidade só existe para quem souber aproveitar agora os frutos do seu trabalho.
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Segunda pergunta: O profissional do futuro será um individualista?
Resposta: Pelo contrário. O azar será de quem ficar sozinho, porque se cair, não terá ninguém para ajudá lo a levantar-se.
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Terceira pergunta: Que conselho o Sr dá aos jovens que estão entrando no mercado de trabalho?
Resposta: É melhor ser criticado pelos sábios do que ser elogiado pelos insensatos. Elogios vazios são como gravetos atirados em uma fogueira.
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Quarta pergunta: E para os funcionários que tem Chefes centralizadores e perversos?
Reposta: Muitas vezes os justos são tratados pela cartilha dos injustos, mas isso passa. Por mais poderoso que alguém pareça ser, essa pessoa ainda será incapaz de dominar a própria respiração.
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Última pergunta: O que é exatamente sucesso?
Resposta: É o sono gostoso. Se a fartura do rico não o deixa dormir, ele estará acumulando, ao mesmo tempo, sua riqueza e sua desgraça.
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Belas e sábias respostas.
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Eu só queria me desculpar pelo fato de que não existe nenhum Reynold Remhn. Eu o inventei. Todas as respostas, embora extremamente atuais foram retiradas de um livro escrito a 2.300 anos: o ECLESIASTES , do Velho Testamento . Mas, se eu digo isso logo no começo, muita gente, talvez, nem tivesse interesse em continuar ouvindo.
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Max Gheringer para a CBN".
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quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Sem freios



Uma prima foi passar as férias em uma fazenda certa vez.


O de sempre, leite fresco, frutas, comida caseira no fogão a lenha, encher o pé de titica de vaca no pasto, e andar a cavalo.


Aqui um capítulo a parte, subiu no cavalo, e o bicho sacou que ela nunca havia "pilotado" tal máquina, e disparou. Demorou para alcançarem o cavalo e fazê-lo parar. Quando perguntaram para ela porque não parou o bicho sozinha, ela saiu-se com essa: "eu não achava o breque".


Gente de cidade...



Livros




Livros, eu os devoro.



Estou lendo um de Michael Connelly, Lost Light. Vou meio devagar com este aqui, em Inglês, sabem como é.



O difícil é achar tempo... Mas dá-se um jeito.







A teadução para o livro da foto (de Andy Green) em Português poderia ser: "Me mijei todo e fugi"...





FDP

Sugiro que mudemos o sentido de "fdp".

Em princípio, fdp significa filho de puta. Mas estamos falando de putas ou de prostitutas? A diferença seria basicamente o dinheiro, mas não é bem assim.

Prostitutas fazem sexo por dinheiro, não que necessariamente gostem da coisa, vendem o corpo, mas também não signifique que vendam a alma (ou será a mesma coisa?). Putas fazem porque gostam da arte... E aí começa a confusão...
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Mesmo porque chamar alguém de fdp até perdeu o sentido, já que a usamos para muita coisa: carro fdp, trabalho fdp, esse sujeito é fdp de bom, fala-se para os amigos "e aí seu fdp?".
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Para não sacrificar mais ainda a necessidade do dinheiro e/ou do prazer, sugiro que a partir de agora fdp signifique FILHO DE POLÍTICO.
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Tem coisa pior?
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Tem uma certa pessoa que não vai gostar disto, mas como é inteligente e me conhece, vai entender a piada.

Foto sensual


Foto de Dmitry Eihwaz
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Será que o aparelho corretivo era para aparecer na foto?
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Não sei se o fotógrafo é ou não um profissional. Mas...
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working working working

Foto de J LANGMAN



14 horas dormindo, é a forma do corpo tentar avisar algo...

PQP!

Preciso mudar de hábito logo, mesmo porque quem trabalha muito não tem tempo de ganhar dinheiro.



99romms - Arrepie-se









Este post foi (indevidamente) retirado do blog Catalisando é algo muito doido. Nada de grandes sustos, eu diria que incomoda mais do que assusta, vale um passeio.





Texto original do Blog Catalisando:


"Eis aqui um projeto de arte na internet totalmente inovador, misturando pintura, fotografia, animação e som de maneira até então desconhecida. Desde seu lançamento, em junho de 2004, mais de dois milhões de pessoas do mundo inteiro já visitaram esta obra de arte, uma composição interdisciplinar.


O projeto 99rooms originou-se das pinturas místicas e às vezes apocalípticas executadas pelo artista Kim Köster nos vários espaços e galpões vazios do setor industrial de Berlim Oriental. Fotos destas pinturas foram inicialmente produzidas em formato digital e em seguida animadas num esforço cooperativo de Richard Schumann e Stephan Schulz, sendo em seguida complementadas através de um projeto sonoro de Johannes Buenemann. O produto final é um mundo estranho que convida o visitante a conhecer os espaços morbidamente belos.


Visite o site clicando aqui: http://99rooms.com/


A interface é intuitiva, mas alguns visitantes podem ter dificuldade. Tente com persistência chegar à 99ª sala. Caso não consiga, volte aqui e arraste a estrela abaixo (sinal <<), até a caveira (letra N).


«
Quando aparecer uma seta simples é sinal de que você ainda tem algo a encontrar na sala onde está. Movendo o cursor, se ele se transformar em uma mãozinha, então é só clicar ou arrastar. Procure por interruptores de parede ou vasculhe os elementos da pintura. Se surgirem três flechas à direita junto à seta simples, clique e passe para a próxima sala. Algumas salas não têm onde clicar, basta esperar um tempo e as três flechas surgem sozinhas. Se entrar em desespero, use o último recurso -- manter pressionada a barra de espaço no teclado.
N


Para mim as campeãs são a sala 55, com o canguru que mexe as orelhas gerando um som engraçado, e a sala 97, onde é preciso ir esticando a língua do camaleão até que ele engula a aranha.


Ao final, depois da última sala (foto), não esqueça de deixar seu recado no guestbook do site.


Divirta-se."



quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Bailemos

Discos resgatados do bunker de Hitler no fim da Segunda Guerra Mundial e esquecidos até recentemente indicam que o ditador nazista gostava de ouvir músicas de artistas judeus.

Os discos foram redescobertos pela filha de um general soviético responsável pela evacuação do bunker em Berlim depois da rendição alemã.

Entre as gravações estão, como se podia esperar, obras de Ludwig van Beethoven e Richard Wagner, o compositor preferido do "Führer".

Mas também há surpresas como composições dos russos Tchaikovski ou Rachmaninov, que eram considerados pelo próprio regime nazista como "membros de uma raça inferior".

Um álbum contém até gravações de obras de Tchaikovski executadas pelo violinista polonês Bronislav Huberman, de origem judaica.

Há também uma interpretação do pianista austríaco Artur Schnabel, que era judeu. Schnabel deixou a Alemanha em 1933, e sua mãe morreu em um campo de concentração.
A autenticidade dos discos é comprovada por uma etiqueta numerada com a palavra "Führerbunker" colada em cada um deles.

Vários dos discos ainda estão intactos e foram descobertos no sótão da casa do general Lev Besymenski depois de sua morte, em junho passado.

Sua filha, Alexandra Besymenski, disse à revista alemã Der Spiegel que acha uma "horrível hipocrisia" que Hitler tenha escutado música de artistas judeus e russos enquanto dizimava milhões de pessoas de origem judaica e eslava.

O ditador apreciava as composições apesar de ter reiterado em várias ocasiões que "não existe e nunca existiu uma cultura judaica."
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O cara era um mané, mas música é música...
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Quantos de nós gostam de tango?
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terça-feira, 7 de agosto de 2007

Horse Power



Para quem gosta de cavalos vale a pena dar uma olhada no trabalho de Wojtek Kwiatkowski.
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Enola Gay

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Ontem, mais um aniversário de Hiroshima e depois de amanhã, Nagasaki.
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A guerra tem dessas coisas, algumas escondidas sob o tempo, sob a verdade negada.
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Difícil saber quem foi o vilão, verdade que quem sofre é o cívil, que não sabe o motivo de lhe estar sendo negado o direito a família, o direito de ser...
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O Japão entrou na guerra com o intuito de ficar por poucos meses, não tinha estrutura para uma guerra longa. Um ataque maciço sobre Pearl Harbour enfraqueceria os EUA no Pacífico, em seguida um armistício e a entrada de capital alavancariam o país.
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Ledo engano, os EUA queriam entrar na guerra. Estavam com um contingente humano enorme reclamando por melhores condições. Forneciam armamentos e víveres para uma Europa empobrecida, mas tinham seus problemas internos.
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Monitoraram as transmissões de dados japonesas durante muito tempo, mesmo criptografadas e em uma lígua difícil, os americanos sabiam dos passos dos japoneses. Pearl Harbour, no meio do nada, desprotegida, só faltou aquele carimbo de cartório indicando o lugar (aquele da mãozinha), foi como o convite da aranha para a mosca...
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O Japão atacou com uma declaração de guerra colocada horas antes do ataque, o normal seria com alguns dias antes (coisa de cavalheiros, etc etc).
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Na manhã do ataque, o sistema de radar americano que estava sendo testado detectou os Zeros japoneses chegando, o sinal foi ignorado.
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Os melhores navios americanos haviam sido retirados de Pearl Harbour dias antes e espalhados pelo Pacífico, fora da rota possível da esquadra nipônica.
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O ataque foi em uma manhã de Domingo, sem que o pessoal da base esperasse (eles não sabiam realmente do ataque).
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E os EUA entraram na guerra, isso os japoneses não previam. E como quem está na chuva é para se molhar...
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Fala-se de Hiroshima e Nagasaki, mas Tóquio foi bombardeada com bombas incendiárias antes disso, com a idéia de que o Japão se renderia, só o castelo do imperador foi poupado. Com as casas de material altamente inflamável, Tóquio foi quase que totalmente destruida, morreu tanta gente quanto nos ataques nucleares.
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Os dois lados (Aliados e Eixo), desenvolviam cada qual a sua maneira formas de levar vantagens. O Japão havia invadido a China, e tinha no território chinês laboratórios onde desenvolviam armas biológicas (testavam nos chineses, óbvio).
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Uma das mais estranhas, foi a idéia de atacar a Califórnia com "pulgas". Desenvolveram bombas que carregariam pulgas que seriam liberadas quando chegassem ao solo. As bichinhas estavam infectadas com peste bubônica. O agente da peste bubônica fica no aparelho digestivo da pulga, ela não consegue se alimentar, morre literalmente de fome, mas ataca o máximo de vítimas possíveis na ânsia de se alimentar.
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Esse ataque se daria no final do ano, os americanos se anteciparam e sumiram com as 2 cidades japonesas que nunca haviam sido atacadas. Elas eram o reduto fabril do Japão, haviam sido deixadas de lado de propósito, talvez como uma última cartada...
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Depois dessa besteira toda, veio o plano Marshall...
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A Segunda Guerra, a guerra para acabar com todas as guerras, mudou o cenário mundial, talvez tenha sido o período (muito curto) que mais mudanças tenham trazido para a humanidade. Foi um periodo tão complexo que fica difícil entender toda a sua infuência. Mudanças culturais, científicas, históricas, geográficas; mudou o mundo.
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Guerras ceifam vidas, do combatente que não sabe o porque de estar ali, do civil que não sabe o porque de estar perdendo o seu lar. Vidas que são perdidas devido ao "inimigo", devido ao governante que deveria proteger seu "povo". A estupidez humana encontra seu ápice em uma guerra.
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Um dia eu escrevo um pouco do Brasil na Guerra, nossa história poderia ter sido muito diferente a partir daquela época. Assunto para outro dia.
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Em tempo, Enola Gay era o nome do avião que jogou a bomba sobre Hiroshima.
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sábado, 4 de agosto de 2007

Mars 500

Seis desconhecidos confinados em um espaço fechado e observados 24 horas por dia.

Parece um formato batido de programa de televisão? Que nada, é ciência espacial!
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Em parceria com pesquisadores europeus, cientistas russos planejam, no primeiro semestre de 2009, trancar um grupo de pessoas por 520 dias (é quase um ano e meio!) e estudar que problemas médicos e psicológicos podem surgir.
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O objetivo: se preparar para potenciais dificuldades humanas de uma missão a Marte.
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Viajar ao planeta vermelho envolve mais que complicadas questões tecnológicas, como o tipo de foguete a ser usado e o desenvolvimento do módulo de pouso. Com a tecnologia atual, as sondas que enviamos a Marte demoram cerca de dois anos para sair daqui e chegar lá. Em uma futura missão tripulada, a viagem de ida e volta seria imensamente mais longa do que a parte no planeta em si. Em média, a duração prevista seria de, no mínimo, dois anos de viagem (ida e volta) para passar não mais que 30 dias por lá.
Passar dois anos a milhares de quilômetros do hospital mais próximo traz riscos de saúde grandes e óbvios. Em dois anos pessoas adoecem, morrem e nascem. E também cortam o dedo, arrancam a unha, quebram o braço e batem a cabeça. Têm brigas e se apaixonam. São coisas normais, que rumo a Marte podem se tornar um perigo à vida da tripulação e ao sucesso da missão.

Ninguém pode responder direito o que pode acontecer, porque, na prática, ninguém sabe o que vai se passar na cabeça dos astronautas durante uma missão como essa - por mais profissionais sérios e treinados que sejam.
É por isso que o projeto Mars500 (“Mars” é Marte em inglês e o 500 se refere ao número de dias de confinamento) foi criado.
Baseado no programa montado pela Rússia para uma missão real a Marte, o projeto vai confinar seis pessoas, com formação científica, em instalações do Instituto de Problemas Biomédicos da Federação Russa, em Moscou.
Haverá três fases principais: a simulação da viagem de ida (que levaria cerca de 250 dias), da chegada e descida em Marte (30 dias) e da viagem de volta (240 dias). Durante todo o projeto eles estarão completamente isolados e vão realizar experimentos científicos como astronautas de verdade. A comida e a água que forem colocadas ali no primeiro dia -- iguaizinhas àquelas que os tripulantes da Estação Espacial Internacional (ISS) consomem -- vão precisar durar até o fim da simulação. As horas de atividade também serão iguais às da ISS: eles terão dois dias de folga a cada cinco de trabalho.
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2 dias de folga a cada 5? Onde é que me inscrevo?
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Com a exceção do comandante, os outros tripulantes vão se revezar nos turnos da noite. Os participantes só poderão se comunicar por rádio, que também vai simular a viagem a Marte -- ou seja, haverá um atraso nas comunicações de 20 minutos. O “astronauta” pergunta e só 20 minutos depois o controle de missão receberá a questão. Eles respondem e são mais 20 minutos até a tripulação receber a resposta. Qualquer emergência que ocorra lá dentro, real ou simulada, eles terão que resolver sozinhos.
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O duro será se os tripulantes tiverem um problema, a ex da Apolo 13, "Moscou, temos um problema", e 40 minutos depois ouvirem "temos uma notícia boa e uma ruim, a boa é que f..."
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“Com a finalização da construção da Estação Espacial Internacional, missões tripuladas à Lua e a Marte são o próximo passo lógico da exploração espacial e estudos de isolamento são uma ferramenta importante para investigar os efeitos de longo prazo nos seres humanos, e também para testar as ferramentas e os procedimentos operacionais envolvidos em um projeto como esse”, explica Jennifer Ngo-Anh, a responsável pela participação da Agência Espacial Européia (ESA) no projeto russo. Segundo ela, a idéia principal é imitar da melhor maneira possível todos os aspectos do ambiente de uma nave espacial. Isso inclui limitação de espaço e de recursos, perda da Terra como referência visual e de coisas como a luz solar e o ciclo normal de dia e noite. “Simulações como essa ficam centradas nas investigações de natureza psicológica. Por exemplo, os efeitos do isolamento, do confinamento, da composição da equipe, das diferenças sócio-culturais entre os tripulantes e de outros fatores humanos, individuais e coletivos, na perfomance do grupo”, diz ela. Como extra, iniciativas do tipo servem para testar também equipamentos e a comunicação entre “astronautas” e o controle de missão.
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Realmente, o confinamento sem referências será a maior dificuldade enfrentada.

Em “Marte”
A instalação onde os ‘brothers de Marte’ ficarão confinados é composta por cinco módulos ( simulador ). A área dos quatro onde eles vão viver a maior parte do tempo é de 550 metros cúbicos (cúbicos, porque simula uma nave espacial, onde, pela ausência de gravidade, todo o espaço pode ser usado) - o que é excelente para um apartamento, mas um pouco apertado para seis pessoas levarem uma vida durante um ano e meio.
Cada módulo tem uma função exclusiva. O primeiro é onde serão feitas as pesquisas e onde eventuais problemas de saúde poderão ser tratados (em caso de alguma doença contagiosa, por exemplo, o tripulante fica isolado do resto dos colegas ali).
O segundo é onde os participantes vão dormir (em quartos individuais), comer, tomar banho, conversar e conviver.
O terceiro é o módulo de órbita e pouso em Marte.
O quarto abriga a despensa e o quinto, externo, é “Marte”. Quando chegarem à segunda fase da missão três tripulantes selecionados vão ter a “honra” de simular os trabalhos no planeta.
Se na vida real ser escolhido para pisar em Marte será uma honraria disputada por astronautas de todo o mundo, na simulação russa pode ser uma grande roubada. Os três “sortudos” passarão 30 dias isolados dos outros três, “em Marte”. Até aí, tudo bem. O problema é que antes do “pouso”, eles ficarão outros 30 dias presos às suas camas em posição inclinada, com a cabeça mais baixa que o corpo. O objetivo não é torturar ninguém, mas simular fisiologicamente alguns dos efeitos da gravidade reduzida.

“Durante esse tipo de estudo em cama é possível simular muitos dos fenômenos que ocorrem quando estamos em microgravidade, como a elevação dos fluídos do corpo e a redistribuição do peso, entre outros”, explica Jennifer Ngo-Anh.

O truque de colocar participantes quase de ponta cabeça para simular a microgravidade pode até dar certo, mas não há jeito de se simular a sensação de ausência de gravidade na Terra (pelo menos não por longos períodos de tempo). E
ssa é uma das coisas que o Mars500 não poderá testar e é um dos principais problemas de uma missão espacial de longa duração. A ausência de gravidade enfraquece ossos e atrofia músculos. Na Estação Espacial Internacional, onde astronautas ficam no máximo seis meses consecutivos, há uma esteira onde eles são obrigados a correr regularmente para tentar minimizar os problemas causados pela falta de peso.
Rumo a Marte, com aparente gravidade zero por muito mais tempo, o problema deve ser ainda maior.

Riscos e tabus
As questões que o projeto russo pretende responder são sérios dilemas éticos, que estão tirando o sono de especialistas de todo o mundo.
Recentemente, um documento da Nasa divulgado à imprensa pedia mais discussões sobre o que fazer em casos como doença e morte durante uma missão de longa duração. Parece excesso de pessimismo? Pois está longe de ser. Um simples corte no dedão que infeccionasse de forma grave durante uma missão poderia causar problemas graves, e ameaçaria todo o sucesso da missão. Mesmo que houvesse um médico a bordo há certas coisas que só podem ser tratadas em um hospital. O que fazer se o apêndice de um tripulante estourar durante a viagem? Se alguém se estranhar com um equipamento e perder um braço? Se dois astronautas, estressados pela pressão de um projeto como esse, perdessem a cabeça e brigassem até algum se machucar de verdade?
Na teoria, gostaríamos de acreditar que vidas humanas seriam mais importantes e que a missão deveria ser abortada e a nave levada de volta à Terra. Mas no espaço as coisas não são tão simples. Não é possível simplesmente virar a nave 180º e voltar para a Terra, porque viagens do tipo são cuidadosamente calculadas. O combustível é contado e a trajetória depende da gravidade dos corpos celestes por ali.
Há mais: o que fazer se alguém morrer a bordo? Jogar o corpo pela escotilha como lixo espacial? Não parece algo que as famílias vão gostar muito. Ou deixar o que restou da tripulação conviver com um cadáver a bordo por meses a fio?
Outro ponto, mais tabu nas agências espaciais que a morte: o sexo.
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Sexo, e sem gravidade...
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Não é difícil imaginar que uma tripulação mista, confinada por tanto tempo junta, estressada e pressionada, comece a ter pensamentos menos profissionais e mais carnais ao olhar para os colegas.
E nenhuma agência até agora parece levar essa possibilidade numa boa. O que fazer para minimizar esse tipo de coisa? Levar tripulações somente com homens ou somente com mulheres não vai parecer lá muito bem aos olhos de quem defende a igualdade entre os sexos - e, de qualquer maneira, ninguém garante que esse é um modo muito eficiente de evitar o sexo no espaço.
No caso de doenças, parece inteligente levar astronautas mais jovens do que mais velhos, que, embora mais experientes, também são mais sujeitos a problemas de saúde. Por outro lado, a radiação espacial pode causar infertilidade e problemas genéticos nos óvulos e espermatozóides - e, nesse ponto, os astronautas mais velhos, que já tiveram filhos, levam vantagem, pois têm menos a perder.

A tripulação e o início da jornada

É por isso que a seleção das vagas para o Mars500 será rigorosa. A distribuição entre homens e mulheres vai depender de quem se qualificar melhor na seleção. Sabe-se, no entanto, que a tripulação será internacional e deverá falar inglês e russo.
Segundo Jennifer Ngo-Anh, a seleção será o mais próxima possível da feita com candidatos a astronautas de verdade. “É claro que nossos voluntários estão a par do fato de que não vão voar para lugar nenhum, mas os critérios para a escolha dos participantes serão similares, senão os mesmos, que os exigidos de futuros astronautas. A contribuição deles para a preparação de missões tripuladas de longa duração será suprema”, diz ela.
Quem topar aventura precisa ter entre 25 e 50 anos, falar inglês e russo fluentemente, ter formação universitária e especialização em engenharia, biologia, medicina ou ciência da computação. Conhecimentos de primeiros socorros são bem vindos.
A seleção dos participantes já começou (ficou interessado? Visite o site, em inglês, e veja como se inscrever).
Os trabalhos começam já em dezembro de 2007, com um teste de isolamento que deve durar entre 10 dias e duas semanas. No primeiro semestre de 2008, outro teste, dessa vez, de 100 dias. No segundo semestre, mais um de 100 dias. E no primeiro semestre de 2009 começa a aventura para valer.
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Moscou não é Marte, mas a experiência promete reservar muitas emoções. Vale uma espiadinha.
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Como já disse antes, o espaço sempre me atraiu, talvez ainda seja sonho de menino. Mas para que crescer?
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Portanto, me avisem quando começar a segunda fase, por enquanto vou estudando russo... Я вижу вас более поздно
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