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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Direto do passado

Do blog antigo:


De Volta

                   Olha ele de volta,

                   Saiu garboso e elegante,
                   Tal qual um cavaleiro andante.

                   Achando que já era hora,
                   De se arriscar mundo afora,
                   De querer felicidade aqui e agora.

                   Metade do planeta cobriu,
                   Para essa moça bonita se abriu,
                   Ela brincou com sua Alma e sumiu,
                   Desse dia em diante, não mais dormiu.

                   Pensando, nessa triste jornada,
                   Que estava em uma cruzada,
                   Procurando por sua árabe amada,
                   Coitado, caiu em uma cilada,
                   Que para ele foi armada,

          À noite, ouço baixos gemidos
                   Fico nessas horas, comovido,
                   Com esse meu coração ferido,
                   Totalmente fraco e abatido.
                   Meu medo, com o acontecido,
                   É que fique para sempre embrutecido.


                   J Carlos Favoretto
                   25 Julho 2004

Da serie: Meu Coração, esse Perverso

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O bar... Do blog antigo





E fui parar dentro de um bar Gospel, por insistência de uma amiga minha.
Lugar barulhento, a banda estava tocando uma versão Heavy Metal com letras evangélicas, não agradou aos meus ouvidos.
Conheci algumas pessoas, amigas dessa minha amiga… E estava tudo indo razoavelmente, até a hora que resolveram me catequisar; não gosto de catequese… Escapei diplomaticamente.
Comentei depois com meu amigo Amarildo (tio Amarildo – o indisciplinado –   http://www.garatujas.zip.net) a respeito do acontecido e paramos por aí. O Amarildo tem uma banca de jornais e revistas no Extra Supermercados.
Algumas semanas depois, enquanto corversavamos na banca, um sujeito parou ao meu lado para pagar por algumas revistas e filmes pornôs (o Amarildo não tem vergonha de vender isso – somente business claro), olhou para mim e começou a disfarçar, se não tivesse feito isso, eu não teria prestado mais atenção do que o normal com desconhecidos… Mas a sua atitude despertou minha curiosidade.


Pagou e foi embora rapidamente.
Eu e o tio, como dois xeretas que somos, olhamos um para o outro, ele: "o que aconteceu com aquele sujeito?", eu: "você percebeu também?, acho que conheço aquele camarada…"
De onde? Demorou, mas a ficha caiu, era uma das pessoas que estavam tentando me catequisar. Devia estar precisando de uma desculpa para autoflagelação ou coisa parecida.
Comentário quando a luz da memória se acendeu: "E aquele fdp ainda queria me converter".

Do blog antigo.
Ps. O meu amigo, já não é mais amigo... Alguma coisa que eu disse, acho, nos afastou. Perdemos totalmente o contato.
Não, não é coisa de veado... 
Curiosamente, o lema do círculo de amizades era: "perde-se a amizade, mas não se perde a piada".

C'est la vie.


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Mercadoria... Do blog antigo




"Mercadoria estranha essa: A Vida.
Não tem garantias, prazo de validade desconhecido, não se pode trocar, nem devolver…"

terça-feira, 17 de julho de 2012

IML... Do blog antigo



Estava saindo da casa de minha mãe em uma noite, nisso passou um furgão do IML. Sinistro.Comentei com ela que aquilo era muito esquisito… 
Minha mãe, na sua simplicidade: "É um rapaz que mora no meio do bairro, ele vem com o carro de onde trabalha".


"Quer dizer que ele traz serviço para casa???"





segunda-feira, 16 de julho de 2012

Mudanças... Do blog antigo




"O chato é descobrir que já não se tem idade para ser o mocinho dos filmes; se quiser um papel , tem de ser o bandidão…

Ninguém torce pelo bandido."

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Para o alto e avante... ou seria para o auto e avante?

Revendo meu antigo blog, achei este comentário de uma amiga:
"Guardião, meninos bons vão para o céu, os demais vão para todos os lugares…. bjs"
Talvez eu vá para o Céu.

De um passado que vai esmaecendo...

"Trabalho com um colega, o Mario, nascido em Cabo Verde e criado em Portugal. Como todo caboverdeano, teimoso feito uma mula, ‘as vezes encrencamos.
Outro dia estavamos discutindo a respeito do trabalho, virei para ele e disse:
- Quer deixar de ser um asno e fazer a coisa certa?
- Do que foi que vc me chamou? Asco?
- Não, eu disse asno.
- Ah bom! Pensei que vc tivesse dito asco.

Ainda a respeito do Mario, como foi criado em Portugal, as palavras e termos usados bem como seu sotaque são portugueses. Isso é motivo para situações engraçadas e desentendimentos.
A primeira vez que eu o ouvi falando dos seus "miudos", demorei alguns minutos para entender que ele não estava de sacanagem mas falando dos próprios filhos.
Ou quando uma colega pediu o endereço do seu Orkut. Ele não usa internet, então… A cara de desconfiado que ele fez quando ela disse: "Mario, me de o seu endereço para eu entrar no seu Orkut".
Camisas polo e camisetas para ele são camisolas, bem como calçados leves são sapatilhas… E ele contando para outra colega que havia comprado uma camisola nova, eu estava do lado e perguntei: "preta com rendas?". Nem preciso dizer que o troco foi bem maior que a provocação…"

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Negamos

Negamos

Por que em nome do Amor,
Sufocamos o Amor?
E para evitarmos a dor,
Aceitamos a dor?

Fechamos os olhos para a ternura
Esquecemos toda a doçura
Negamos a procura
Vestimos uma armadura.

Negamos a paixão
Esfriamos o tesão
Afogamos cada boa sensação
Trancamos o coração.

E como loucos, insanos
Do Amor nos afastamos
E a ele negamos
O que sempre buscamos.

Tomamos o Amor como réu
O julgamos de forma cruel
E assim, vagamos ao leu.
Mas queremos o Céu.

E falamos de Amor
Com tanto ardor
Sentimento e calor
Mas semeamos tão somente a dor.

J Carlos Favoretto
14 Agosto 2006

Da serie: Sentimentos

O cobertor

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Havia terminado de ler "O cemitério" de Stephen King.

A história de O Cemitério, baseava-se na volta de pessoas e animais que retornavam após serem enterrados em um cemitério indígena; retornavam, mas nem sempre com o mesmo espírito.

King tem a mania de colocar crianças e adolescentes em suas histórias. Nesta, havia um garotinho de 2 anos de idade... Crianças em histórias de terror...

Vou estragar a história para quem ainda não a leu, o corpo do garoto retorna do cemitério com um espírito maligno, e após uma série de momentos trágicos, o pai que era médico, injeta uma solução que o mata, mas o verdadeiro espírito do garoto retorna instantes antes do corpo morrer e chama pelo pai. Terrível. Aquilo me incomodou, mais por ter minha filha muito pequena.



Era época de Inverno, e escuro pelas manhãs. Estava no fundo da casa e ouvi barulho vindo da frente, pensei no carro, minha garagem era aberta. Apaguei as luzes e fui dar uma olhada no que era.

Ao entrar na sala, minha filha estava lá: "pai, você viu meu cobertorzinho?".

Eu esperava tudo menos isso, demorei uma eternidade para descer da estante.

Exageros a parte, o susto foi grande, e eu precisei me encostar na estante. Só consegui responder: "não, não vi. Vamos, te levo para a cama".




Por que crianças cismam com essas coisas? Cobertores, fraldas, chupetas?

Eu poderia ter acabado nas páginas do extinto Notícias Populares: "Pai morre por causa de cobertor da filha".

Eu poderia escrever um livro: "O cobertorzinho assassino (e encardido)" ou "Minha escalada literária (na estante)" ou "Coração na boca" ou ainda "Entre para o mundo selvagem, tenha filhos". Esta última é piada antiga.




Tenho uma amiga que só largou a chupeta depois de começar a namorar...

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Longo é o caminho

Jornada


Ao fim desta jornada,
De uma longa caminhada,
Quero receber os teus abraços,
Repousar nos teus braços.

Ouvir a tua voz em sussurro
No aconchego de um quarto escuro.
No teu colo recostar,
E deixar você me ninar.

Esquecer do próprio tempo.
Das noites frias de vento.
Das atribulações deste caminho,
Que enfrentei sempre sozinho.

Mas não sei quanto tempo mais.
Meu receio é que jamais
Tenha paz e sossego,
Ou seus braços para aconchego.

Esta fase de minha vida
Não está clara nem definida
Não tenho o final sob a minha visão
O tempo, o tempo é o vilão.


J Carlos Favoretto
24 Setembro 2004

Da serie: Azul

sábado, 26 de julho de 2008

Coisas de meu pai - Direto do blog antigo

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Cunhados
Essa era contada pelo meu pai e o tio Aristeu:
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Meu pai teve uma Norton em Mil Novecentos e Bolinha. Contaram que certa vez estavam voltando de algum lugar não especificado, meu pai pilotando e o tio Aristeu na garupa, instigando meu pai a ir mais rápido. Havia chovido.
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- Vai mais rápido ou tua irmã me mata...
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- Com esse piso molhado, está perigoso.
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- Perigoso é lidar com tua irmã.
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- Certo.
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E não fizeram uma curva, o tio Aristeu ficou no asfalto quase sem o joelho e meu pai foi parar com a moto no meio do mato.
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Ele levantando a moto ainda funcionando e o outro mancando e reclamando...
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- Você em vez de me ajudar fica cuidando da moto.
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- Eu avisei.
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Nem precisa dizer que talvez fosse melhor terem ficado no caminho em vez de enfrentar minha tia.
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Coisas de cunhados.
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É como dizia um primo já falecido: "Se cunhado fosse coisa boa não começaria com essas duas letras".
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A Norton
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Em 1980 houve um "Salão do Automóvel Antigo", nem precisa dizer que eu estive lá. Pena que não tinha uma máquina decente e que eu não fosse menos tímido e mais xeteta que hoje.
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Havia algumas motocicletas também, e lembro que meu pai ficou olhando para uma Norton Manx 500.
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- Eu tive uma dessas. Era uma tremenda máquina para a época.
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Ele ficou lá admirando a moto por algum tempo. E me saiu com essa:
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- Uma das melhores... Mas como era feia!!!!!!!!!!!
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O alicate
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E estavam, meu pai, o tio Aristeu e mais um sujeito que ninguém nunca lembrava o nome, os três (não eram os Três Patetas) consertando um caminhão.
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E o tal sujeito que se achava muito engraçado assustou o meu pai e ele se machucou, na segunda vez que aconteceu, meu pai o avisou de que se fizesse novamente iria tomar o alicate na cabeça.
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Dito e feito, fez e levou.
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Quando quis reclamar, ouviu dos dois, que havia sido avisado.
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Aprendi a nunca duvidar do meu pai.
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Aprendendo a não reclamar
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Certa vez, depois de duas semanas de provas, meu pai foi me buscar no Mack. Eu estava tão cansado depois de ter saido da última prova e ter passado pela aula de educação física, estavamos descendo a Av. Rebouças, eu com os pés descalços apoiados no painel do carro, paramos no semáforo.

"Semana dura?"

"Foi, não poderia ter sido pior".

"Ah é? Então olha para o carro ao lado".

"Ah não! Isso não".

Dois travestis mal barbeados no taxi ao lado do nosso carro, me encarando... Ele tinha razão, podia ser pior.
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Pra não dizer que não falei das flores - do blog antigo

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Eu morei no Parque São Domingos em São Paulo, quando ainda não era um reduto de classe média alta, o bairro comportava há 40 anos atrás um bosque enorme (para um garoto de 5 anos de idade). Zona Norte de São Paulo, já que fica "acima" do Tietê, alguns dizem Zona Oeste, há controvérsias...
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E eu tinha um arremedo de lambreta, com rodinhas dos lados, e minha mãe um jardim cheio de flores. Certa tarde, meu pai resolveu que eu podia andar sem as benditas rodinhas de apoio. Segundo informações do próprio, ia tirar a do lado esquerdo, enquanto eu esperava sentado (eram fáceis de retirar), tirou as duas.
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E eu parti, olho no lado esquerdo e nada, ia bem, até que desconfiei, olho no lado direito e nada também... Ziguezague e lá se foram as flores de minha mãe, sai rolando no meio dos canteiros.
Mais tarde, já morando em Osasco, rua de terra com uma Bluebird obviamente azul (será essa a minha fixação na cor?), manobra errada e lá vou eu parar no meio das pernas de uma negra enorme, que ficou muito p... da vida com meu pai.
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Fiz mais algumas besteiras com algumas bikes.
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Felizmente, com as motocicletas isso não ocorreu, apesar dos 5 tombos. Um dia eu conto.
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Eu lembro perfeitamente dessas duas passagens, no primeiro caso o cheiro de terra úmida, devia ser Primavera, e no segundo, a rua poeirenta perto das 11 da manhã.
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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Eleições - direto do blog antigo - Guardião

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E lá estou eu, trabalhando de mesário em uma dessa eleições da vida; na época a urna eletrônica ainda não estava em uso.

Fiquei incumbido de segurar o pessoal na porta, para evitar confusão dentro da sala; todo mundo querendo votar logo para aproveitar o feriado...

Barrei uma senhora de uns 60 anos, nordestina com metade da minha altura (não é preconceito); não sabia nem mesmo em que seção votava... Pedi o título, não tinha, a identidade, não tinha, qualquer documento então, e a senhora indignada com tanta "burocracia" colocou as mãos na cintura e saiu com um "daqui há pouco você vai querer saber se estou de calcinha e sutiã".

Meus colegas quase se mijaram de tanto rir...

Diante desse argumento - e com o sangue já chegando nos olhos - só pude chamar o presidente da seção (outro gozador) e passar a bola.

E ela nem votava naquela zona eleitoral...

Pode isso??

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Blog antigo

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Do blog antigo:
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Perguntaram algum tempo atrás: "por que você perde tempo escrevendo???".

Por que escrever???

Para tentar não emburrecer...
Para tentar não perder as histórias...
Para tentar deixar alguma marca...
Para tentar deixar algum legado...
Para tentar continuar vivo...
Porque isso faz parte de mim.
Talvez seja pura pretensão...
Talvez seja puro orgulho.
Mas é compulsivo.
Fazer o que???
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Mas ao contrário do Luciano, autor do texto do post anterior, eu não sinto esse frio no estômago quando lanço algo na net...
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Poucos são os que passam por aqui...
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sábado, 12 de janeiro de 2008

Filosofia de boteco

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A respeito do post corno.


Como dizia um primo meu:

"O duro não é ser chifrado, mas ter de continuar cuidando da vaca".

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sábado, 29 de dezembro de 2007

Estava escondido

Também do blog antigo:

Estavamos sentados na frente da casa de alguns amigos; eu e a D. Marcia. Para variar, emburrados.

Ela fez um comentário:

- Hoje é aniversário de casamento de meus pais.

- Ah é? Legal.

Silêncio.

- Você nasceu de 7 meses?

- Não.

- Xiiiii!

- Como assim? Por que?

- Estamos em Dezembro, você faz aniversário em Julho...

- Olha só, vou falar com minha mãe...



A mãe só deu risada, mas a avó queria me estrangular...

A situação se inverteria anos mais tarde, com a mãe querendo me estrangular e a avó me enaltecendo.

Amigos ou inimigos em potencial?

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Direto do blog antigo:

Lembram-se do livro "Como fazer amigos e influenciar pessoas" ?
Pois é, eu poderia escrever um "Fazendo inimigos e tornando-os constantes em sua vida".
Existem várias formas:
- Abrindo um Blog, isso fará com que pessoas que nunca viu, leiam seus posts, não entendam e deixem comentários raivosos; serão seus mais assíduos leitores.
- Mandando e/ou repassando e-mails para seus amigos, com temas impessoais; um ou outro mais cedo ou mais tarde levará algum arquivo power point ao pé da letra e entenderá que é um ataque pessoal. Perdeu um antigo amigo e ganhou seu mais novo inimigo.
- Tentar explicar o equívoco. Só piora a situação. Pedir desculpas então, é admissão de culpa.
- Falar em público.
- Ser promovido.
- Tentar ser gentil com pessoas "medíocres" (olha o perigo do que escrevi).
- Ou engraçado com pessoas sem senso de humor.
- Tecer comentários sobre assuntos e/ou situações: religião, política, TPM...
As situações se multiplicam.
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Já tenho a idéia para um novo livro (que não vai vender nem para minha mãe e tias):
"Como passar despercebido em público".
É só dar uma olhada na quantidade de comentários neste blog que irá entender.
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domingo, 2 de dezembro de 2007

Pulando de um assunto para o outro

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Diretamente do blog antigo:

Por falar em pulgas...

Os japoneses, antes de terminar a Segunda Guerra, estavam testando uma bomba de pulgas.

Funcionaria assim:

Colocariam uma quantidade de pulgas contaminadas com peste bubônica dentro de "bombas" que pudessem ser jogadas de baixa altitude. A "bomba" deveria abrir quando tocasse o solo.

Pulgas famintas e suicidas. A peste é transmitida por uma bactéria, elas se alojam no tubo digestivo da bichinha, a pulga não pode se alimentar, mas faminta ataca o maior número de vítimas possível.


- Olha um chinês ali...
- Morde...
- Não deu em nada, era amarelo, talvez não tivesse sangue, anêmico.
- Vamos para os Estados Unidos, o povo é mais gordo, sangue rico em colesterol, mas pelo menos morreremos felizes. Tem um avião japonês que vai para a Califórnia. Com sorte pegaremos uns hispanos também...


Fizeram testes na China (mais um motivo para chineses não gostarem de japoneses?). Estavam previstos ataques na Califórnia, mas os americanos chegaram antes em Hiroshima e Nagasaqui.

Os cientistas e técnicos japoneses envolvidos no projeto, foram mandados para os EUA, para trabalharem em projetos de armas biológicas e químicas...

Que mundinho o nosso.

Pelo jeito, na guerra vale tudo mesmo...
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sábado, 17 de novembro de 2007

Remédios, diversão e arte


Do blog antigo:


Eu fui estagiário lá... Eu me achava tão bom. Quer dizer que aquilo não era balinha?




Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/moreira/default.asp?a=88&periodo=200701

A pílula azulzinha na berlinda
É um dos remédios mais vendidos do mundo. No seu rastro, logo surgiram concorrentes. Espertalhões fizeram "genéricos" que na verdade são placebos. Tem até um made in Paraguay... A pílula azulzinha virou fenômeno mundial, um ícone da cultura pop e consumista. Mas um grande grupo americano não está nada satisfeito com esse tal de Viagra. A Aids Healthcare Foundation (AHF) acionou o fabricante do comprimido contra a impotência - a gigante Pfizer - na Justiça. A organização sem fins lucrativos acusa a indústria de promover ilegalmente o uso recreativo do Viagra.
"A Pfizer criou e contribuiu para a percepção do Viagra como uma droga segura, sexy, recreativa e que dá um estilo de vida, a ser usada independentemente do grau ou mesmo da existência de disfunção erétil", disse o grupo em nota.
Para a AHF, o uso indiscriminado de Viagra leva ao aumento do número de casos de Aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis. A Pfizer diz que o assunto é tratado de forma explícita na exposição do produto: o Viagra não protege contra a Aids.
Em 2004, autoridades americanas já proibiram um comercial de TV do Viagra que pregava que, com a pílula azul, os "dias selvagens" da juventude estariam de volta. O que acontece, diz o AHF, é que mesmo homens que não enfrentam o problema da impotência estava buscando a tal selvageria da mocidade. Para a fundação, a Pfizer faz os consumidores verem o Viagra como um "remédio para festa".
Mas a Pfizer não abre mão de jogar pesado em publicidade. No ano passado, a companhia anunciou antes do jogo do Super Bowl, o horário mais caro da TV americana, incentivando os americanos a se tornarem "o jogador mais valioso" (ou, no ingês, o MVP)e perguntarem aos seus médicos sobre o medicamento.
A venda do Viagra em 2005 chegou a US$ 1,6 bilhão em todo o mundo. Já a AHF cuida de dezenas de milhares de pessoas contaminadas pelo HIV e que não tem condições de arcar com o caro tratamento. A organização, que atua nos EUA, na África, na América Latina, no Caribe e na Ásia, quer que parte dos lucros da Pfizer vá para os doentes que tenham se contaminado pelo "mau uso" do Viagra.


Sem querer defender a Pfizer, mas já defendendo. Remédio é remédio e tem que ser encarado como tal. Ainda mais dessa categoria que vai mexer com todo o seu metabolismo. Quem me conhece sabe o quanto eu evito remédios...
Quanto as doenças sexualmente transmissíveis, talvez a Pfizer devesse fazer um acordo com a Johnson...
"Pfizer-Jonhson adverte, as camisinhas que acompanham as pílulas NÃO deverão serem tomadas e SIM, colocadas, veja instruções na bula."
Na entrada da Pfizer havia um mural que dizia (salvo erro): "Ciência para o bem estar da humanidade".

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domingo, 14 de outubro de 2007

História antiga

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Lembra-se desta, maninha?
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Aconteceu com um padrinho de minha mãe... Pessoal do interior de São Paulo.

Toda noite ele recebia um compadre para conversar.

Noites frias, sentavam em torno da mesa da cozinha, fogão 'a lenha, chão batido; usavam mantas para cobrir as pernas.

O "compadre" contava seus "causos" até cansar e, quando o "padrinho" ia contar os seus, a visita via que era tarde e ia embora... -Bom, está muito tarde, hora de ir embora"...

Sempre a mesma coisa, noite após noite...

Certa vez, a história transcorria da mesma maneira... Quando a visita/compadre levantou-se para ir embora, foi surpreendido pelo "padrinho", que tirou uma arma de sob a manta e fez o visitante sentar novamente e ouvir todos os seus causos acumulados. Só liberou o outro após ele mesmo se cansar de tanto falar...

A visita nunca mais voltou...
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