sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Com o pé na senzala

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No programa Clandestinos da rede Globo, em um de seus segmentos, o ator, candidato a ator em uma peça, baiano e branco, explicava que tinha sido criado por três mulheres negras todas com nomes de Maria. Ele explicava como foi acolhido pelas três. Uma das Marias o achou no Pelourinho, levou para a casa e o apresentou para as outras duas: "vejam que coisa mais branquinha que eu achei".
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..."que coisa mais branquinha", e se fosse o contrário? ... "que coisa mais pretinha"... Seria preconceito não? Ou somente se elas falassem "que coisa mais negrinha"? O que é considerado preconceito e/ou racismo se aplicam somente em casos de afrodescendentes ou quando envolve outras etnias - raça não, porque somos todos da mesma raça acredito eu -caucasianos, orientais?
Boiei...
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Mas o politicamente correto no caso do programa seria sofrível: uma das Marias afrodescendente encontra um bebê perdido no lugar onde escravos também afrodescendentes eram açoitados (vulgo pelourinho), o leva para casa e apresenta para as outras duas, "vejam que coisa mais caucasianinha que eu achei".
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Ruim hein?
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Em tempo, no programa, o candidato a ator foi tentar a sorte no Rio de Janeiro, porque na Bahia, atores baianos brancos não tinham vez...
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Antes que eu seja apedrejado, uma de minhas tataravós era negra...
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