quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Seis anos - Nada mais atual



Balanço


Dois dias em casa, fazendo quase nada... São os dois únicos dias que eu me dou ao luxo disso (doença em casa não conta).

E depois de responder a um e-mail, fiquei pensando um pouco nestes últimos 47 anos...



Nasci a forceps, mas nessa estou isento de culpa, não foi por rebeldia; minha mãe é um catatau e o médico que a assistiu no parto (não era o seu médico) talvez fosse meio debilóide. A situação só foi remediada quando o seu médico chegou; aí já era tarde para uma cesariana. Resultado: forceps.

Era para eu ser mais inteligente, mas o médico espremeu metade do meu cérebro. E, por pouco não fico sem a mãe logo de cara.

Resumindo:
Filho único nos anos 60 e 70, quando o comum eram casas cheias de crianças,
Quase morri com sarampo aos 8,
Quase morri ao cair de cima da garagem sobre uma tábua pontiaguda,
Cai em cima de uma cerca de arame farpado aos 12 e fiquei com medo da infecção que deu nas pernas,
Aos 13/14, por causa de um tombo no futebol sob chuva (que eu nem gostava), fiquei com sequelas até hoje,
Por volta dos 30, fui a vários médicos com suspeita de câncer, e briguei com quase todos eles,
Perto dos 40, a coluna resolveu bancar a engraçada novamente,
Vários tombos de bicicleta
Vários tombos de motocicleta, várias escapadas de acidentes em que meu anjo da guarda saiu todo depenado,

Fui professor, fotógrafo, videomaker, engenheiro, trabalhei em academia, restaurante, o que mais?
Profissionalmente tive altos e baixos (acho que mais baixos que altos),
Acho que fui meio relapso com os estudos, não sei,
Aprendi muita coisa sozinho,
Não aprendi a lidar com gente,
Fui de uma timidez extremada, mas me forcei a mudar,
Não tenho religião, pelo menos não uma estereotipada, sou cristão,
Escrevi alguns textos que me fizeram bem,
E sempre ri muito,
Sempre tive humor, não o tempo todo, mas na maior parte,
Fui premiado com pais, filhos e amigos...
E que me foi permitido ter energia para continuar,
E que me foi permitido adotar esse nickname: Guardião.


No balanço desses anos, ao menos tenho histórias para contar.
Não foram anos fáceis... Mas, se fáceis fossem, não teriam tido graça.


Então,
O que peço a Deus, é que eu continue tendo energia para continuar,
Que eu tenha discernimento para continuar lutando, porque isso é o que sei fazer,
Que, enquanto eu tiver uma fagulha de sanidade, me permita utilizá-la de forma proveitosa,
E, quando Ele achar que eu vivi o suficiente, que permita que eu não me estenda por aqui mais que o necessário.



Um comentário:

ELAS disse...

Muito bom seu texto, tão bem explicadoo...